Terça-feira, 30 de Setembro de 2008

Mais de 70% da população brasileira quer jornalista com diploma

A pesquisa de opinião nacional CNT/Sensus, divulgada dia 22, em Brasília, pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), registra que a grande maioria da população brasileira é a favor da exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Dos dois mil entrevistados em todo Brasil, 74,3% se disseram a favor do diploma, 13,9% contra e 11,7% não souberam ou não responderam.

Os dados foram muito comemorados pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e pelos sindicatos de jornalistas. Para o presidente da Fenaj, Sergio Murillo de Andrade, este é melhor apoio que a campanha poderia obter e o resultado da pesquisa renova as forças dos que lutam pela regulamentação profissional. Esses números da pesquisa CNT/Sensus mostram que a população brasileira tem a real dimensão da importância do jornalismo para o País e que quer receber informações de qualidade, apuradas por jornalistas formados.

Murillo afirmou, também, que esses dados ficam ainda mais importantes com aproximidade da votação da exigência do diploma pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e espera que ministros percebam o desejo da sociedade. O STF tem a chance de mostrar à população que anda junto com seus anseios, reconhecendo que jornalismo precisa ser feito por profissionais com formação teórica, técnica e ética e que o jornalismo independente e plural é condição indispensável para a verdadeira democracia.

No Maranhão, a diretora de Relacionamento Institucional da Fenaj, Edvânia Kátia, lembrou a campanha pela regulamentação profissional. "Esclarecer a sociedade sobre o papel do jornalista para a sociedade é uma missão de todos nós, que exercemos esta profissão. A campanha está nas ruas. Podemos participar de diversas formas", convida a diretora.

A Pesquisa CNT/Sensus quis saber, também, o que a população acha da criação do Conselho Federal dos Jornalistas. Para a pergunta: o sr. (a) acha que deveria ou não deveria ser criado um Conselho Federal dos Jornalistas para a regulamentação do exercício da profissão no País – como as OAB's para os Advogados e os CREA's para os Engenheiros - o resultado foi que 74,8% acham que o Conselho deveria ser criado, 8,3% que não deveria ser criado, para 6,5% depende e 10,4% não sabem ou não responderam. A última pergunta relacionada ao tema foi sobre a credibilidade das notícias. Parte dos entrevistados, 42,7%, disseram que acreditam nas notícias que lêem, ouvem ou assistem, 12,2% que não acreditam, 41,6% que acreditam parcialmente e 3,5% não sabem ou não responderam.

O estudo foi realizado de 15 a 19 de setembro, com dois mil questionários aplicados em cinco regiões brasileiras e 24 estados, com sorteio aleatório de 136 municípios pelo método da Probabilidade Proporcional ao Tamanho (PPT). A margem de erro é de mais ou menos 3%.

Fonte: Ascom/UFMA
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Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

Pesquisa é diferencial competitivo para criar e vender

Fonte: Mundo do Marketing

Muitas pessoas ainda vêem a pesquisa como um instrumento capaz de monitorar fases isoladas de um produto: principalmente as oportunidades de mercado e a aceitação do público. No entanto, já há algum tempo grandes empresas investem em seus próprios departamentos de testes ou mesmo contam com a ajuda de institutos especializados para assegurar questões que incluem desde conceito de marca e produto, opinião e testes de qualidade.
As vantagens para os profissionais são inúmeras: mais segurança e competitividade no mercado são algumas delas. O segredo, segundo os especialistas, é saber usar a metodologia correta.

“A pesquisa não é uma ferramenta que o marketing utiliza para realizar suas idéias”, critica Dulce Perdigão, Sócia-Diretora da Test of the Future ao explicar que é preciso saber interpretar o que os resultados indicam.

Ela explica que existem 17 diferentes tipos de pesquisa, mas que pelo menos dois são essenciais: a pesquisa iluminativa e a pesquisa avaliativa. A primeira tem como objetivo “iluminar” o caminho a ser seguido e a segunda de avaliar o funcionamento estratégico.

A pesquisa pode (e deve) se tornar uma vantagem competitiva se os dados forem bem aproveitados desde o monitoramento de tendências à satisfação dos consumidores. “Ter informação não é vantagem competitiva, mas sim saber utilizar”, atesta em entrevista ao Mundo do Marketing.

Diferencial para planejar
Para Dulce, o segredo de grandes marcas como Omo, Seda e Lux, da Unilever é conhecer e entender o consumidor e, deste modo, garantir que ele obtenha o que espera.

Ao contrário do shampoo “Cabelo e Pontas”, por exemplo, que acabou fora do mercado porque a empresa foi incapaz de prever o sucesso e enfrentou problemas de distribuição. Problema este que poderia ter sido solucionado com a ajuda de pesquisas.

Rodrigo Toni, presidente da empresa de pesquisa Ipsos, também chama a atenção para como o investimento em pesquisa se tornou um investimento em segurança. Seja em departamentos de pesquisas nas grandes empresas ou com a ajuda dos institutos, a pesquisa dá subsídios para tomar decisões.

“Nas variáveis em que a pesquisa interfere ela reduz o risco de fracasso”, afirma ao site.

Para Toni, as análises devem participar de todas as etapas de construção de um produto a começar pelo perfil do consumidor. No caso de produtos estrangeiros é recomendável testes que possam indicar, por exemplo, a identificação com o paladar ou mesmo o nome do produto, como o modelo Ford Pinto, nos anos 70.

Monitorando o público
A pesquisa possui instrumentos para participar de todas as etapas de construção de um produto. As idéias de novos produtos, o conceito (proposta, benefícios), testes de opinião do consumidor, testes de conceito e produto, posicionamento, mix (marca, conceito, preço, entre outros), quantidade de volume vendido, além das pesquisas trekking que acompanham o desenvolvimento do produto são apenas alguns exemplos.
A Domino’s Pizza é uma das empresas que investe nesta área. Com quatro rodadas de pesquisa ao ano encomendadas ao instituto Netbranding, a empresa planeja suas ações. A massa Finíssima é conseqüência de uma destas análises. No estudo, 62% dos entrevistados afirmaram que preferem massa fina e crocante, com muitos ingredientes, queijo e molho. O resultado foi o sucesso da ação que ao ser lançada chegou a representar 25% das vendas e 30% no relançamento.

Outros levantamentos que incluem promoções com refrigerante e sorvete também foram definidos por pesquisas e também são sucesso. “O importante é saber antecipar as necessidades e analisá-las a fundo. Com isso, temos mais de meio caminho andado”, constata Roberto Fiani, Diretor Geral da Domino’s Pizza.
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Clientes de TV pela internet crescem 64% em 2008

As assinaturas mundiais de plataformas de televisão pela internet estão a caminho de alcançar 19,6 milhões de clientes em 2008, o que representa um aumento de 64% sobre o ano passado, de acordo com analistas da Gartner. É previsto que o faturamento de televisão transmitida por protocolo de internet (IPTV) atinja 4,5 bilhões de dólares, uma alta de 93,5% em relação a um ano antes. O Leste Europeu apresenta o maior número de assinantes de IPTV e os Estados Unidos representam o maior mercado em receitas.

A empresa prevê que 1,1% dos domicílios do mundo usarão IPTV em 2008, e espera que esse número aumente para 2,8% até 2012.

"A maior mudança desde 2007 é o rápido advento de novos personagens atuando no mercado de consumo de vídeo e pressionando com forte demanda os operadores de IPTV a inovar", disse o pesquisador Elroy Jopling, da Gartner.

O instituto de pesquisas citou como parte dos novos competidores portais como o YouTube e o Joost e redes sociais como o MySpace e o Facebook.

"Antes de 2008, e ênfase dos operadores de IPTV estava na expansão de sua marca e na tentativa de achar uma solução para cabo e satélite", disse Jopling. "No futuro, especialmente nos mercados desenvolvidos, nós veremos uma ênfase em inovação e serviços diferenciados de TV paga".

A Gartner define IPTV como uma rede fornecida por banda larga que propicia imagem de televisão com qualidade e conteúdo de vídeo para TV por meio de um set-top-box. Conteúdo fornecido pela internet ou somente para um computador não é incluído.

Fonte: Reuters
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Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008

Profissão moderna. Do Futuro? Sem espírito de corpo?

* por Dulce Perdigão

Oxalá encontremos neste espaço oportunidades para desenvolver e promover sentimentos de inclusão, união e motivação, de forma a atrair novos e manter os atuais bons profissionais para fazer desta uma profissão de futuro. Algo assim como a necessidade de agregar os profissionais de Pesquisa de Mercado de modo a que se sintam parte do todo, recebendo as críticas ao todo como dirigidas a cada um individualmente e o todo, por sua vez, reagindo às criticas a seus integrantes como se fossem dirigidas ao seu conjunto. Isto é o que se identifica como espírito de corpo e acontece com os militares, advogados, médicos, entre outras profissões coesas.

Entre os profissionais de pesquisa, existe este espírito? Se é o caso, talvez entre os que trabalham em institutos de pesquisa. Se houvesse, qual seria a reação desses profissionais em relação às barbaridades veiculadas sobre a área pela imprensa escrita e falada, principalmente durante os períodos eleitorais? E sabemos que não são muito diferentes daquelas que se ouve da parte de usuários insatisfeitos quando resultados de pesquisas de mercado dentro das empresas não lhes favorece.

Durante esta última e inusitada campanha para a eleição presidencial, colecionei pérolas jornalísticas (úteis para exercícios de treinamento), que acredito muitos devem ter lido ou ouvido, algumas das quais listo a seguir:

“Na pesquisa divulgada esta semana, o (Instituto) ouviu 31% de eleitores com escolaridade até a 4ª série do ensino fundamental e 34% de eleitores com ensino médio. Na pesquisa anterior, a amostra estava invertida: 35% até a 4ª série e 31% no ensino médio...Será que o (Instituto) manipulou a amostra para favorecer o candidato...?”

“O resultado obtido na pesquisa estimulada foi de 26,8% para (candidato A) e 44,7% para (candidato B). Num caso, o resultado divulgado foi arredondado para cima (27%) e noutro foi para baixo (44%). Esses arredondamentos são uma incógnita. Neste caso, ... (candidato A) foi favorecido.”

“... essas pesquisas são todas manipuladas. Pesquisa de opinião é um ramo de negócio que vende dois tipos de produto aos candidatos no período eleitoral: um é o que pensa o eleitorado, para que as campanhas orientem suas estratégias e decisões; o outro, é alterar o pensamento do eleitorado para favorecer o cliente, para que ele tenha melhores condições de arregimentar apoios e conseguir financiadores...”

“Considerando os números referentes às eleições presidenciais a partir de 1989, a média de acerto é superior a 90%. No entanto, durante o período analisado, a única disputa altamente competitiva foi o segundo turno da disputa de 1989.”

“É provável que, por levarem muito tempo para concluir a coleta dos dados, seguindo à risca as exigências requeridas por esse método (probabilistico puro), acabaram perdendo a dinâmica do processo em curso (?)”.

“O surpreendente é que eles (institutos) consigam resultados semelhantes, que acabam se afunilando no processo eleitoral – talvez pela própria influência das pesquisas na decisão do eleitorado, como uma espécie de profecia que se auto-realiza.”

"...Não tenho dinheiro para contratar nenhuma pesquisa eleitoral. Ou as pesquisas são mentirosas ou meu eleitorado é muito apaixonado porque eu hoje me sinto muito melhor do que estava há tempos..."

Acredito que bem poucos profissionais reagem a estes tipos de comentários (oh, céus! E o erro padrão é de +/- 2%. Neste nível até menor!!!), respondem ao apresentador do programa, mesmo a TV não sendo digital ainda (não há incógnita pro computador!), conversam com o veiculo (Claro! Pois se a margem de confiança é de 95%!) ou demonstram indignação (sic!).

Divago: Será que algum dos profissionais envolvidos teve (ao menos tentou?) direito de resposta no mesmo veiculo, com o mesmo espaço dado ao autor? Ou não se julgou necessário? Alguém viu alguma defesa ou resposta de nossos pares? Convincente? E de impacto?

De fato, haveria muito mais por parte da imprensa e de candidatos, mas é possível citar também algumas pérolas da coerência profissional, nos seus modestos (nenhum em horário nobre ou veiculo de massa) pronunciamentos:

“... nós preferimos pesquisar nas ruas, em vez de ir às residências. Hoje é mais difícil o acesso aos condomínios de luxo, e só se entra em favelas se fizer acordo com o tráfico. ...e abordar moradores de favela somente no pé do morro”.

“Nossa pesquisa é domiciliar, porque aumenta a possibilidade do controle de fluxos no campo. Quando você tem um endereço determinado, pode retornar lá para confirmar o voto e checar as informações.”

“...Se fosse uma busca aleatória, a amostra ficaria comprometida, com menos entrevistados desse perfil do que seria aceitável...”

“...pesquisa ideal é aquela que dá exatamente a mesma chance de um integrante de um determinado universo ser incluído na amostra... Teríamos que ter o nome de todos e sortear um por um, mas isso é impraticável do ponto de vista operacional. A pesquisa não é 100% aleatório”.


Dá ou não dá para confundir mais ainda leigos, eleitores e mídia em geral?


Realmente, jornalistas (e outros tipos de profissionais) não precisam entender a parte técnica da nossa atividade, como o paciente não precisa se aprofundar na prática médica para seguir o tratamento prescrito. Mas convenhamos que bula e bom senso não fazem mal a ninguém.


E então? Vamos continuar, como sempre, esperando as pérolas da próxima eleição?
Isto se aplica somente a Pesquisa de Opinião? Claro que não!


Por que não se aproveitou o oportunismo de perguntas do jornalista como estas: “Pesquisa eleitoral. O que é isso exatamente?” E mais: Como são feitas as amostragens? Qual a confiabilidade desses números? Por que uma investigação feita com duas mil pessoas pode revelar o ânimo de cem milhões de eleitores?

Pesquisadores são mesmo, na maioria, pouco pró-ativos (imagem projetada). São vistos também como técnicos em demasia. Mas inseguros? Ou arrogantes?


Uma oportunidade para o entusiasmo. A proposta deste espaço do PESQUISADOR MODERNO pode proporcionar a reflexão e possibilidade de se atualizar o pensamento, de se modernizar o linguajar e melhorar o perfil do pesquisador efetivamente e de promover a carreira para um futuro brilhante.


Ah! Nem todos concordam que há algo de comodismo, de antiquado e de inércia na profissão? Pode ser.


Por alguma razão, a ESOMAR tem realizado estudos sobre a indústria, com representantes de todos os continentes. Um dos primeiros destes estudos concluiu que estaríamos (nós pesquisadores) aqui ainda em 2010, mas que dependeria dos profissionais e de sua adaptação a novas necessidades do mercado. Pena que os resultados deste e dos projetos que se seguiram se restringiram a circulação intra category (se tanto).


É curiosa a evolução do mercado desde então. Afinal, o mercado de pesquisa no Brasil mais que dobrou em faturamento depois daquele estudo, sendo que nada mudou radicalmente entre os profissionais de empresas ou de institutos. Continuam surgindo (e desaparecendo) institutos de todo tipo – e não somente durante as eleições. Empresas aumentam ou eliminam departamentos de pesquisa. Mudam o título do mesmo profissional.


Aparentemente, o feito do crescimento tende a se repetir na próxima década pois há muito espaço ainda. Como na famosa fórmula aplicada a produtos é possível crescer tanto em penetração (inclusão de novos clientes, diferentes ramo/tamanho/origem), repetição de compra (clientes atuais que possam ser fidelizados) como intensidade de consumo/compra (entre aqueles que utilizam pesquisa apenas para comprovar pontos de vista e não como apoio de decisões ou iluminação de caminhos).


Por outro lado, pensemos por instantes como o cliente padrão que não compra pesquisa (nem conhece ou não acredita) e imagina estar indo muito bem, pois os negócios e as vendas de seus produtos crescem a cada ano. Como ele não se preocupa em conhecer ou monitorar a fundo o mercado e muito menos seu consumidor, não se dá conta de que o mercado tem crescido a um ritmo muito mais acelerado do que as suas vendas. Em suma, perde participação de mercado a cada ano.


O mercado de pesquisa brasileiro somente não se desenvolve mais rapidamente ou se consolida e se projeta de vez devido principalmente a dois fatores:
:: quem exerce a profissão dentro de empresas, na sua grande maioria, está “de passagem”, usando a área como trampolim para outras carreiras, e também
:: a maioria dos institutos tradicionais celebra o crescimento, sem muito questionamento (tampouco capacitação eficaz dos profissionais).


(Este é um assunto que merece toda uma discussão à parte).
Se assim não fosse, a pioneira sociedade de pesquisadores da América Latina, a SBPM, que completou seus 25 anos em junho passado sem nenhuma celebração, não estaria correndo o risco de cerrar atividades por falta de candidatos para a eleição da próxima diretoria.

E talvez isto não ocorresse não fora uma injustificada discidência que dividiu por mais de 10 anos a pequena indústria brasileira de então em duas associações de classe - ABIPEME e ANEP – finalmente resgatadas em 2004 como ABEP, com a promessa de fusão das entidades representativas das empresas de pesquisa para tornar a profissão mais forte e coesa.

Apesar da unificação, a indústria não dá sinais de coesão, considerando-se a falta de sintonia, sinergia ou harmonia de discurso (exemplos acima) e programas das várias entidades – SBPM, ABEP e também a ABA, com seu comitê de Pesquisa e Inteligência de Mercado.

A ABEP, da qual se esperaria, por sua força representativa, a interlocução nos debates e polêmicas técnicas bem como a continuidade de divulgação das pérolas acima, tanto jornalísticas, quanto profissionais, se fortaleceria ainda mais com o amplo conhecimento e divulgação dos importantes trabalhos planejados originalmente, como o Guia para Divulgação de Pesquisas Eleitorais, assim como resultados dos Grupos de trabalho sobre Boas Praticas Comerciais, Assuntos Tributários e Trabalhistas, Comissão de Ética e Arbitragem entre outros possivelmente em andamento.

À SBPM e ABA, como prega o bom senso, deve caber a responsabilidade de treinar os profissionais da área, fornecedores e clientes respectivamente, e sempre que possível em parceria promover o debate e a troca de experiências e necessidades entre as duas categorias de pesquisadores. A sobrevivência da SBPM pode depender disso.

Outro assunto a ser pautado - o da Regulamentação da Profissão, para o qual também não há unanimidade.

Há mais de cinco anos um grupo de pesquisadores se dedica a obter o reconhecimento da atividade pelo Ministério do Trabalho e a criação de uma legislação trabalhista especifica para o setor para diferenciar os verdadeiros dos falsos pesquisadores e implementar um conselho fiscalizador. O Projeto de Lei em tramitação define cargos: pesquisador de mercado, opinião e mídia (de nível universitário), como analistas, gestores de processos e da informação de pesquisa, além de técnicos de pesquisa de mercado, opinião e mídia (nível técnico), como entrevistadores, verificadores, críticos e codificadores, supervisores de campo, tabuladores de dados, recrutadores e moderadores. (Vale atualizar a informação que pode ter sido modificada no decorrer do tempo).


Impressionante quanta coisa pode ser discutida neste espaço. Só foi possível fazer a listagem de FQ´s. Respostas podem surgir dos debates.


Há mais ainda. Como dar continuidade a questões que parecem ter se iniciado na última conferência ESOMAR, no Rio de Janeiro. O que concluir da discussão da sessão sobre “Who will shape the future of market research?” (The new Researcher)?


E os debates travados entre clientes e fornecedores ou grandes e pequenos institutos? E a questão qualidade x preço/prazos? Tão persistente e nunca mereceu intervenção das várias associações de classe e solução de consenso.


Enquanto isso, Institutos de Pesquisa tentam competir no segmento dos consultores de marketing ou de negócios, quando só tem a oferecer metodologias black box, sem a competência necessária para aprofundar o conhecimento da atividade empresarial.


Por outro lado, muitas empresas pagam US$1 milhão por projetos de consultoria (de empresas especializadas em levantar novas perguntas mais do que apresentar soluções) e relutam em investir no entendimento profundo do mercado ou consumidor que lhes diminuiria a probabilidade de fracassos no mercado, além de encurtar prazos e diminuir custos.

Algumas constatações óbvias:
:: Empresas de pesquisa não dão o devido valor ao trabalho que oferecem. Não sabem cobrar.
:: Clientes de pesquisa se frustram muitas vezes com resultados de projetos, com pesquisadores e com os institutos tradicionais. Em conseqüência, não pagam o que vale. E, principalmente, a maioria dos clientes não sabe comprar.
:: Profissionais da linha de frente, nas duas categorias, não têm autoridade (competência?) para questionar o trabalho que executam.


E um temor compartido, adaptado da constatação de um profissional experiente:
“Temos todos os recursos técnicos para moldar qualquer amostra com apenas um click, e o fazemos para ponderar dados quando é o caso. (Sobre as insinuações de manipulação) Qualquer falseador usaria sem pensar um expediente destes, se o objetivo fosse apresentar um dado vendido, se é que se daria o trabalho de realizar o levantamento!” (Incrível, não é?).


Como encontrar e motivar o profissional com o perfil do PESQUISADOR MODERNO, que ao mesmo tempo reuna as competências e robustez técnica necessárias para a execução da pesquisa com as habilidades de um empreendedor, visão pragmática e capacidade para inovar? Tudo isto regido pelo maior rigor ético.

Bem, ainda podemos nos inspirar nos pioneiros-idealistas-mestres da Pesquisa de Mercado brasileira, que poucos dos PESQUISADORES MODERNOS tiveram a honra e o prazer de usufruir do convívio, aprendendo o que ética significa para este negócio. Serão sempre modernos para a Pesquisa de Mercado: Alfredo Carmo, Alvaro Marchi, Artur César, Maxime Castelnau, Otavio da Costa Eduardo, Pergentino Mendes de Almeida. E para a Pesquisa de Opinião: Carlos Mateus e Paulo Montenegro.

Tomara que este espaço PESQUISADOR MODERNO consiga atrair pesquisadores-empreendedores; que exercitemos o espírito de corpo; que alcancemos algum consenso; e delineemos o futuro para o exercício da profissão.

Finalmente, que o mercado mantenha o crescimento (sustentável, que está na moda) e cresça na proporção da sua potencialidade, para a saúde dos negócios, tanto de grandes quanto pequenos institutos.


Está levantada a bola, deixando espaço para discussões, respostas e explicações técnicas para os próximos posts. Claro que esperando que suscitem interesse (pode ser que não).


Ufa!!! Axé!
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Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008

QuestManager é destaque no Rio Info 2008

O software QuestManager, específico para a criação, aplicação e gerenciamento de pesquisas, foi selecionado no PRÊMIO SOLUÇÃO RIO INFO 2008 na categoria Soluções Web. A apresentação sobre o programa será feita pelo Diretor de Marketing e Vendas da DosmusTec, Guilherme Cerqueira, no próximo dia 02 de outubro, quinta-feira, às 9 horas, no Salão Nobre do Hotel Glória, Rio de Janeiro, na categoria Soluções Web.


O QuestManager tem como diferencial ser uma plataforma que concentra todas as etapas necessárias para viabilização de um estudo quantitativo e funcionar 100% via internet. O software possibilita a programação de questionários dinâmicos com integração com banco de dados, conteúdo multimídia (animação/ áudio/ vídeo), controles de amostras, filtros, loops, ranking, com criação livre de opções de respostas e perguntas únicas, múltiplas ou abertas e tudo que os estudos mais exigentes precisam para serem completos.

O software pode ser utilizado na aplicação e controle de entrevistas via call Center (CATI), e-mail, com links em sites, dispositivos móveis (palm-tops, laptops e SmartPhones) com conexão a internet, quiosques e tótens em eventos ou shopping centers.

Utilizado pelos maiores institutos de pesquisa do Brasil e por dezenas de empresas, o software QuestManager é aplicado para: atualização de bases cadastrais, pesquisas de satisfação, clima organizacional, cliente misterioso, Conjoint, auditoria, monitoramento de preço no ponto-de-venda (PDV) e pesquisas eleitorais. O programa também vem sendo aplicado em processos de recrutamento e seleção (provas on-line) e votação eletrônica.

O Prêmio Soluções Rio Info 2008 é o principal evento de Tecnologia da Informação (TI) do Rio de Janeiro. O objetivo da premiação está focado em exemplos de sucesso sobre Tecnologia e Negócios, além de identificar soluções criadas por empresas produtoras de software e serviços com cases de sucesso nas categorias Convergência e mobilidade, Novos Ambientes Tecnológicos, Soluções web, Avaliação de software, Software Profissional e Modelo de Negócios. As palestras e oficinas do evento irão apresentar um amplo panorama de temas relacionados às tecnologias emergentes e de oportunidades em negócios nacionais e internacionais.

Saiba mais:
QuestManager
http://www.questmanager.com/
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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

Artigo - Querem limitar o exercício da profissão

por Dulce Perdigão

Nosso amigo Max estava conduzindo um estudo com Discussões em Grupo para acompanhar a aceitação e/ou rejeição da comunicação da campanha para Prefeito de uma cidade do interior que precisou interromper por ordem judicial. A alegação era de que contrariava a legislação eleitoral.

Em sessões de grupo, como se sabe, se distribui comes e bebes. Isso, na pesquisa eleitoral, foi caracterizado como compra de voto.

O que mais haveria para nos fazer indignar? Este foi o meu primeiro sentimento - INDIGNAÇÃO. Outros sentimentos e palavras vêm brotando em complemento - PERPLEXIDADE, CANSAÇO, DESALENTO, REVOLTA.


E sabe por quê? Eu, Max, Maxime Castelnau, Alfredo Carmo, Alvaro Marchi (estes três que já se foram), Otavio da Costa Eduardo, Pergentino Mendes de Almeida, Geraldo Magela (que escreveu recentemente algo até divertido nos “causos” do e-news da ABEP), nós todos – digamos pioneiros - e muitos mais profissionais (na correta acepção do termo) de PESQUISA DE MERCADO, OPINIÃO e MÍDIA, do alto dos nossos mais de 60 anos de vida e mais de 40 de atividade na área, temos que nos penitenciar por não termos conseguido passar o conhecimento devido, a importância merecida e a prática correta de uma profissão que participa da vida de todos os seres humanos, indistintamente.

É só olhar em volta e pensar em como esta profissão contribui para entregar produtos de melhor qualidade e de acordo com as necessidades das pessoas. De medicamentos, alimentos (inclusive para animais), produtos de higiene pessoal, produtos de limpeza doméstica, vestuário e calçados, automóveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos e podemos exagerar - da lâmpada que ilumina a água que bebemos - tudo pode ser melhor ou pior com ou sem pesquisa de mercado. Sem contar ainda as áreas da comunicação e da mídia.

Ouso comparar a atividade de pesquisa com o ar que respiramos - ninguém percebe, mas na sua falta, ou principalmente má qualidade, as conseqüências são desastrosas. Só os profissionais de verdade sabem disso.

Aí, volto a pensar no que já havia desistido de debater, mas que foi uma constante nos meus quase trinta anos de UNILEVER - que nós pesquisadores erramos em nos dedicarmos tão seriamente a profissão; em trabalhar apenas nos bastidores do Marketing, da Comunicação e da Mídia; em despender tempo com eventos meramente acadêmicos, intra-classe, para desenvolvimento de metodologias, códigos de ética e de conduta; em cultivarmos características tão introspectivas, analíticas, técnicas e; infelizmente, em aceitarmos ser tão LOW PROFILE.

Fizemos o que com esta profissão? Geramos um protecionismo e preciosismo na sua aplicação que apenas os que estão na faixa etária dos 50 ou mais, dos 30 anos ou mais de atividade (e que estão saindo do mercado ou da vida), conseguem entender, executar decentemente, extrair o máximo dos seus resultados e principalmente aplicar.

Nas recentes reuniões da classe ou apresentações e eventos que envolvem clientes de que tenho participado, somos (nós, a velha guarda) animais em extinção. Os jovens que participam dos dois lados principais - fornecedor e usuário - da logística da pesquisa de mercado estão construindo um perfil totalmente diferente. Infelizmente, na maioria dos casos, predomina o que o mundo atual valoriza: imediatismo, oportunismo, vedetismo e muito pouco comprometimento. Os gurus da administração e do marketing, mais do que nunca, continuam ditando as regras.

E todos, gurus ou executivos, fazem questão de ignorar a diferença da pesquisa paredão BBB da que mantém um marca como OMO no mercado há mais de 50 anos ou faz da COCA-COLA e NIKE marcas globais.

Eu ainda divago sobre estes assuntos nas atividades de capacitação e treinamento como os cursos da ABEP, ASBPM e FESPSP. Esta discussão agora tem exemplos muito mais latentes e digeríveis, com a falência das agências de avaliação de risco, as Merril Lynch, Morgan Stanley, Goldman Sach e outras.

Talvez tenhamos aí mais uma oportunidade de mostrar a diferença do papel dos PROFISSIONAIS da pesquisa de mercado e dos "gurus", de qualquer tipo.

Foi o que sempre tentei, quando podia cutucar nossos colegas a assumirem o seu papel de consultoria e planejamento estratégico dentro das empresas. Estas agências, bem como as consultorias tradicionais, tipo Mckynsey, Deloitte, etc, no seu processo de trabalho se utilizam dos executivos de marketing e pesquisa das empresas e a partir das informações e experiência destes, sabem sim fazer grandes apresentações, impor decisões e cobrar altíssimos cachês. De novo, sem nenhum embasamento e comprometimento, mas muito marketing e mis-en-cène. É um posicionamento, mas facilmente suplantado, se houvesse um mínimo de ambição do pesquisador.

Como cliente de pesquisa, tentei motivar meus pares de empresas de mesmo porte e importância no uso de pesquisa - NESTLE, JOHNSON & JOHNSON, COCA-COLA, FORD, PROCTER, etc e também os principais institutos com quem trabalhava RI, IPSOS, LPM/BURKE, LATIN PANEL, ACNIELSEN, etc a se engajarem num processo de moralização, profissionalização e valorização da profissão (sic).

Enquanto as bolhas crescem (a da tecnologia, a do mercado imobiliário americano, a da bolsa de valores e porque não, do mercado de pesquisa), ninguém se preocupa ou acredita que há necessidade de investimento de recursos na previsão do seu próprio futuro (veja o caso das agências de risco). E nisso temos sido tão ou mais negligentes do que as tais agências.

Vejo agora a iniciativa louvável e quase solitária do Magela para a criação do SINPEME, objetivando principalmente fazer com que a atividade seja executada apenas por quem entende, e mais que isso, remunerada pelo valor que os profissionais da base merecem. O que conseqüentemente pode agregar valor a todos os elos da corrente.

Não creio que devamos nos manifestar apenas contra a proibição da discussão em grupo. Isso é muito importante, sim. Mas dentro de um contexto, onde trabalhemos para a divulgação de massa, de peso e com conteúdo, do resgate da Pesquisa de Mercado, além do SINPEME. Da maneira como sabemos aconselhar nossos clientes a trabalharem o marketing e comunicação dos seus produtos.

Ou continuaremos assistindo passivamente a todo tipo de desmando? Que outros, além destes?

- Agencias de turismo atuando como institutos de pesquisa?
- Pagamento de R$1,00 por entrevista?
- Leilão reverso como prática em concorrências?
- Departamento de compra das empresas decidindo pela melhor proposta?

A quem interessa deixar as coisas correrem como estão?

Há muito sabemos como está mais difícil a cada ano a obtenção da amostra no universo requerido, do acesso a domicílios, e do contato com o publico alvo (tecnicidades desta profissão e, de novo, que só nós entendemos).

Regras concordadas e técnicas conhecidas para garantir a representatividade e diminuir a mortalidade da amostra existem, tanto para garantir o acesso e distribuição geográfica (em favelas, por exemplo), como para acesso e coleta da informação (ex.: pagamento da hora de consulta médica), além, obviamente, do necessário ressarcimento do tempo dedicado em pesquisas qualitativas e outros tipos de pesquisas que exigem deslocamento do entrevistado (como discussões em grupo, clínicas de automóvel, etc).

De novo, quem se preocupa com isso em épocas normais, períodos não eleitoreiros e politiqueiros?

Nossa culpa, de novo. Sempre se discute, quando uma eleição se aproxima, a necessidade de aproveitar a ÚNICA época de exposição da profissão para fazer alguma coisa EM PROL. Como nunca fazemos nada (a bem da verdade, no máximo um debate com Marcia Cavalari – costas largas da pesquisa política), todo período eleitoral é traumático para os pesquisadores.

E, como sempre, os perdedores na pesquisa saem jogando CONTRA. Aliás, como acontece também nas empresas, quando a pesquisa mostra que o produto preferido do marketeiro não é aquele do gosto das consumidoras.

Tem coisa pior? Tem. Teve. Alguém conhece a historia do Maxime, nos tempos da ditadura? Exemplo antigo dos problemas de entendimento do que significa pesquisar. Ele teve que se explicar na delegacia sobre o que um entrevistador estava querendo, ao fazer tantas perguntas nas ruas. E quase foi preso, ao tentar explicar para que servia o questionário. A bronca do interrogador da época: "tá querendo me ensinar técnicas de interrogatório?"

Tem gente picareta fazendo pesquisa? Tem. É só ler as babaquices trocadas no grupo Empresas de Pesquisa, do Google. E vai ter cada vez mais, com as facilidades tecnológicas e informáticas. Nada contra a tecnologia, mas há que saber usar A FAVOR.

Tem cliente comprando pesquisa a troco de banana? É o que mais tem. E, muitas vezes, nem banana leva. O que faz pouca diferença, porque estes são os pouco comprometidos com a qualidade e com as conseqüências de suas decisões. A maior parte dos executivos, principalmente nas grandes transnacionais, está só de passagem, só galgando postos. Como políticos, experts em inaugurar placas de obras que nunca foram entregues.

Sempre há dois caminhos. Podemos deixar a visão pessimista – na qual a profissão vai se achatando (e acharcando), principalmente quando não sobrar mais expertise no ensinamento do processo amostral. Assim: a amostra é como sopa, que não é preciso tomar toda pra saber se está salgada. Mas e o método? Onde internet ou má fé podem mostrar apenas o lado do caldeirão onde a pimenta está concentrada?

Chegando lá: os interpretes da legislação eleitoral, na aplicação de tolerância zero, desconhecedores, como a grande maioria da população, das regras, normas e códigos da Pesquisa de Mercado, Opinião e Mídia, estão nivelando nossa atividade com as de palanques e comitês políticos, onde quem freqüenta o faz para fazer volume ou mesmo para se fazer notar pelo potencial candidato eleito. Para estes, servir água é uma mordomia e qualquer outra coisa é sim compra de voto.

Nas discussões em grupo ou clinicas de automóveis, entre outras técnicas, os participantes merecem muito mais do que bebidas e canapés pelo préstimo de seu tempo, às vezes por 3 horas ou mais, com objetivos muito mais nobres.

Precisamos encontrar os fóruns e os interlocutores para promover o entendimento destas diferenças e também a discussão dos passos futuros.

Está mais do que na hora de nos solidarizarmos com o Max em qualquer manifestação para levar o assunto adiante.
De todo modo, fica aqui mais um desabafo como outro feito há dois anos, neste mesmo Pesquisador Moderno, num dos seus primeiros posts. Na época, lembro de dois comentários. Quando isso vai mudar?
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Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

Google amplia liderança no mercado de buscas na Internet

NOVA YORK - O Google ampliou sua liderança como ferramenta de pesquisa na Internet, nos Estados Unidos, para 63% do mercado em agosto. A variação representa o maior ganho mensal em cinco meses, informou uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (19). O Yahoo, segundo maior buscador dos Estados Unidos, viu sua participação no mercado em agosto cair 0,9 ponto em relação a julho, para 19,6% , enquanto a Microsoft, a terceira do setor, teve queda de 0,6 ponto, para 8,3%, de acordo com a comScore.

O buscador Ask.com, da IAC InterActiveCorp, cresceu 0,3 ponto, mantendo o quarto lugar, enquanto a AOL, da Time Warner, teve alta de 0,1 ponto, para 4,3%, de acordo com dados publicados pela empresa de pesquisa de mercado.


Reclamações

O crescimento de participação do Google nas pesquisas online e, por extensão, seu papel ainda maior nos mercados relacionados à propaganda na Web, fizeram com que rivais e alguns grupos comerciais da indústria reclamassem a órgãos regulatórios nos Estados Unidos e na Europa.

A comScore estima que o número de pesquisas realizadas por usuários nos Estados Unidos usando as cinco principais ferramentas de busca da rede ficou praticamente inalterado em 11,75 bilhões de buscas, em comparação com julho. Os dados excluem pesquisas em mapas, informações em diretórios locais ou vídeos gerados por usuários, informou.
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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

Consumo de cosméticos avança nas classes populares

O Brasil está mais cheiroso. O aumento do poder aquisitivo das classes C e D em 2007 colocou o país na posição de segundo maior consumidor mundial de desodorantes, produtos para cabelos, higiene bucal, perfumaria e cosméticos masculinos e para crianças. Os produtos mais comercializados no último ano foram os cremes anti-sinais, maquiagem e perfumes.

"A classe C está entrando com uma enorme força nesse mercado. Não que esses consumidores estejam começando agora a usar produtos de higiene e beleza; eles já usavam, mas para ocasiões especiais. A novidade é que os estão incorporando ao dia-a-dia", diz João Carlos Basílio da Silva, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec).

O país já ocupa, desde 2006, a terceira posição entre os maiores mercados de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos do mundo, perdendo apenas para Estados Unidos, o maior mercado, e Japão. Com um faturamento de US$ 22,23 bilhões, essa indústria registrou um crescimento de 22,6% em 2007, segundo dados do Euromonitor, empresa de pesquisa de mercado. Só nos primeiros seis meses de 2008, essa indústria cresceu 7,73% em vendas em relação ao mesmo período do ano passado.

A pujança desse mercado já faz com que grandes empresas, como a Avon e Unilever, aumentem os investimentos para atender à crescente demanda. O Brasil já é o segundo maior em vendas para a multinacional Avon, que acaba de anunciar o investimento de US$ 150 milhões na construção de um novo centro de distribuição, na cidade de Cabreúva, a 80 km de São Paulo - será o maior da empresa no mundo. Dentre os cem países onde a companhia está presente, o Brasil tem também a maior força de vendas: 1,2 milhão de revendedoras.
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